Eu deixei de ser o seu amor,
Eu deixei de ser o seu amor, quando seus lábios não me beijavam mais, após meu beijo nos seus amáveis olhos cor de entardecer no rio...
Eu deixei de ser o seu amor, quando vimos nossa árvore e não me convidaste para renovar nosso coração que lá estava desamparado e opaco pelo tempo e pela chuva.
Eu deixei de ser o seu amor quando meus passos após os seus já não se faziam necessários.
Sim, eu deixei de ser o seu Amor, eu deixei de ser aquele amor que temos uma única vez na vida, eu deixei de ser a constelação que brilhava em teus olhos...
Deixei de ser sonho de amanhecer primaveril.
Tu buscavas uns lábios teus, que pudessem ser teus e teus, procuravas uma muda de planta que crescesse e pudesse ser uma árvore somente tua e com o teu nome unicamente lá escrito. Tu andavas nas Terras de neve e nas Terras de Sol a procura de um rio que pudesse espelhar tuas profundas e íntimas belezas, tu procuravas um jardim primaveril cheio de espelhos, para contentar e aplacar o teu desejo de infinito. Mas tu encontraste apenas a mim nos teus doces e esperançosos passos, e de mim bastou-se, até um novo espelho encontrar e então eu deixei de ser o seu amor... E com que dor meu peito desfalecia. Pois eu te perdi, por não poder ser mais que eu mesma. Eu te perdi! Te perdi. Te perdi para ti.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
A Velhinha e as Florzinhas
Em pleno outono, é comum que os frutos floresçam, e que caiam folhas das copas das arvores.
Havia uma velhinha que morava numa casa cercada por mangueiras, talvez fosse sua fruta preferida, quem sabe? E todas as manhãs durante o ano inteiro acordava bem cedo para ver se as mangas estariam começando a dar o ar de sua graça, mesmo a Dona velhinha tendo a plena certeza pelas experiencias dos anos passados que as magas só cairiam no mês de Dezembro, e ainda era Setembro, primavera, ah como ela adorava a primavera, mas sua estação preferida mesmo era o outono, poder desfrutar do sabor de suas amadas mangas suculentas, robustas e bem amarelinhas, e juntar as que caíam perto da calçada na frente de sua casa, ou quando batiam durante a madrugada com intensa velocidade pelo telhado já gasto da humilde casa de madeira, localizada na avenida principal de uma cidade lá no "interior do mundo". Numa bela e rotineira manhã, como todas as outras, vestida em seu roupão rosa choque de veludo que ganhara de sua neta no natal passado, a velhinha abre a porta central de sua casa e se depara com dezenas de florzinhas caídas em seu quintal, havia flores em todos os lugares, nas janelas, em cima da calçada, até no interior da casa tinham florzinhas, a velhinha começou a gritar, irritada olhando para o seu cachorro velho e pirento disse: Café você trouxe seus amigos, para a farra aqui no quintal ontem por acaso? Café, nada falou somente abaixou as orelhas com ar de quem quisesse dizer: "Ô velha chata, parece até que não sabe, para as benditas mangas nascerem, essas florzinhas que mancham meu pêlo todo, tem que cair!" Desde de este em diante passavam os vizinhos na frente da casa da velhinha e lá estava ela, varrendo incansavelmente as benditas florzinhas, enquanto o seu velho cachorro lambia a aba de seu roupão que estava solta. Ela olhava o topo das mangueiras e pensava: Quando é mesmo que o outono começa?
Havia uma velhinha que morava numa casa cercada por mangueiras, talvez fosse sua fruta preferida, quem sabe? E todas as manhãs durante o ano inteiro acordava bem cedo para ver se as mangas estariam começando a dar o ar de sua graça, mesmo a Dona velhinha tendo a plena certeza pelas experiencias dos anos passados que as magas só cairiam no mês de Dezembro, e ainda era Setembro, primavera, ah como ela adorava a primavera, mas sua estação preferida mesmo era o outono, poder desfrutar do sabor de suas amadas mangas suculentas, robustas e bem amarelinhas, e juntar as que caíam perto da calçada na frente de sua casa, ou quando batiam durante a madrugada com intensa velocidade pelo telhado já gasto da humilde casa de madeira, localizada na avenida principal de uma cidade lá no "interior do mundo". Numa bela e rotineira manhã, como todas as outras, vestida em seu roupão rosa choque de veludo que ganhara de sua neta no natal passado, a velhinha abre a porta central de sua casa e se depara com dezenas de florzinhas caídas em seu quintal, havia flores em todos os lugares, nas janelas, em cima da calçada, até no interior da casa tinham florzinhas, a velhinha começou a gritar, irritada olhando para o seu cachorro velho e pirento disse: Café você trouxe seus amigos, para a farra aqui no quintal ontem por acaso? Café, nada falou somente abaixou as orelhas com ar de quem quisesse dizer: "Ô velha chata, parece até que não sabe, para as benditas mangas nascerem, essas florzinhas que mancham meu pêlo todo, tem que cair!" Desde de este em diante passavam os vizinhos na frente da casa da velhinha e lá estava ela, varrendo incansavelmente as benditas florzinhas, enquanto o seu velho cachorro lambia a aba de seu roupão que estava solta. Ela olhava o topo das mangueiras e pensava: Quando é mesmo que o outono começa?
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Amizade em Canções
Quando eu era pequena costumava imaginar um mundo onde eu seria sozinha e independente, sempre gostei de vento no rosto e da adrenalina de ser diferente... Três partes de mim se separaram e saíram em direções estranhas, caindo dentro do coração de Sona, Babi e Lá. As primeiras letras dos nomes delas, são como as siglas dos acordes: S/B/L.
Elas formam os pedaços do meu coração que desprenderam de mim por castigo quem sabe ao meu desejo impetuoso de solidão, assim eu ficaria um terço de mim mesma, condenada a viver incompleta e vazia da única metade que me restara. A nota Sol com sua meiguice de menina aparente, lançava-se aos olhos da obediência incorrupta, mas com um coração ardoroso por um amor atroz é uma liberdade sem nome que todas as noites no instante que em que penteava seus cabelos castanhos pensava em como um dia acharia a nota que faltava no terço que lhe pertencia e fora roubado de mim.
A nota Si (B) em outra estação e muito longe dali, ainda assim juntava-se a meiguice e aos sonhos de Sol, formando a doçura engraçada de um instinto maternal e vaidoso excepcional, quando por ventura um velho dragão que flamejava em seu fogo, o amor; flechara a metade de mim que formava a Si devastando o azul de minha parte céu e tornando-a cor de terra, um marrom vivo que nascera da tormenta de um amor não resolvido, que brotará ainda da flecha do dragão
que estava de passagem por sua vida e costumava atormentar muitas notas que ainda não haviam encontrado sua canção completa.
que estava de passagem por sua vida e costumava atormentar muitas notas que ainda não haviam encontrado sua canção completa.
A nota Lá, formava a terceira parte de mim, a coragem em pessoa musical e a calmaria em forma de canção amorosa e passional, tinha metade da porção do desejo de liberdade que não constava mais em mim, era de difícil acesso e construíra uma fortaleza como morada para lhe proteger dos dragões cuja violência em deflagração de amor eram absolutas e perenes.
Todas viviam em seu mundo repletas de certezas inquietantes e de incertezas tranquilizadoras.
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