quarta-feira, 17 de junho de 2015

Amizade em Canções

Quando eu era pequena costumava imaginar um mundo onde eu seria sozinha e independente, sempre gostei de vento no rosto e da adrenalina de ser diferente... Três partes de mim se separaram e saíram em direções estranhas, caindo dentro do coração de Sona, Babi e . As primeiras letras dos nomes delas, são como as siglas dos acordes: S/B/L.
Elas formam os pedaços do meu coração que desprenderam de mim por castigo quem sabe ao meu desejo impetuoso de solidão, assim eu ficaria um terço de mim mesma, condenada a viver incompleta e vazia da única metade que me restara. A nota Sol com sua meiguice de menina aparente, lançava-se aos olhos da obediência incorrupta, mas com um coração ardoroso por um amor atroz é uma liberdade sem nome que todas as noites no instante que em que penteava seus cabelos castanhos pensava em como um dia acharia a nota que faltava no terço que lhe pertencia e fora roubado de mim.
A nota Si (B) em outra estação e muito longe dali, ainda assim juntava-se a meiguice e aos sonhos de Sol, formando a doçura engraçada de um instinto maternal e vaidoso excepcional, quando por ventura um velho dragão que flamejava em seu fogo, o amor; flechara a metade de mim que formava a Si devastando o azul de minha parte céu e tornando-a cor de terra, um marrom vivo que nascera da tormenta de um amor não resolvido, que brotará ainda da flecha do dragão
 que estava de passagem por sua vida e costumava atormentar muitas notas que ainda não haviam encontrado sua canção completa. 
A nota Lá, formava a terceira parte de mim, a coragem em pessoa musical e a calmaria em forma de canção amorosa e passional, tinha metade da porção do desejo de liberdade que não constava mais em mim, era de difícil acesso e construíra uma fortaleza como morada para lhe proteger dos dragões cuja violência em deflagração de amor eram absolutas e perenes.
Todas viviam em seu mundo repletas de certezas inquietantes e de incertezas tranquilizadoras.


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